segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Felizes os ratos do campo

A vida na cidade carece ainda mais de sentido do que a vida no campo. Esta última rege-se de alguma forma pelo ritmo da natureza, sendo por isso mais autêntica e menos artificial. A vida na cidade é um remoinho sem sentido, criado pela ideia da sobrevivência pelo consumismo. Ratazanas de esgoto ao ar livre, é o que parecemos quando maquinalmente descemos as escadas do metro e sem levantar aos olhos regressamos num passo apressado transpirando tudo o que nos consome.
Felizes os ratos do campo que são beijados pelo doce orvalho da madrugada, temendo o olhar felino entre os pastos. 

...

O tempo e o espaço. Dois conceitos tão difíceis de encaixar e que vivo tão intensamente.
O passar do tempo na pele, o respirar memórias, tudo ao mesmo tempo em mim.
Se pensar que tudo acontece ao mesmo tempo, em simultâneo, haverá intemporalidade em mim? Como sobreviver então ao envelhecimento? Não apenas ao meu, mas ao daqueles que me rodeiam.
O meu corpo é matéria orgânica que irá alimentar a Terra, e os meus pensamentos? Os sentimentos que habitam o meu coração e a minha alma para onde irão? Fazem parte do quê, se tudo pode existir sempre e o aqui e agora podem ser intemporais?
Que roda viva é esta, que a cada minuto tem menos para ser e mais para se realizar? Disseram-me que há coisas que não são para serem vividas, esta inquietude que me assola não é para ser resolvida, mas para ser aventura e o eterno gosto pelo desconhecido.
Penso que não temo o que está para lá do véu.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O que sou eu no outro lado do espelho?
Quem sabe? 
Às vezes sou uma ave solitária, que sobrevoa os mares tendo em vista só o horizonte azul. Outras vezes sou um brinco esquecido numa caixa antiga. Por vezes com os pés mergulhados nas areias quentes, outras com lábios ousados, outras um corpo quente de paixão. Às vezes estou lá em cima e vejo tudo do alto, e o sol sacia todas as minhas vontades. Outras sou um par de ténis velhos e gastos desejosos de percorrer novos carris.
O que sou eu no outro lado do espelho? Uma brisa em temporal. 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Somos fantoches de nós próprios

A natureza do ser humano é algo de estranho para mim. Não que me surpreenda a sua estupidez e falta de raciocínio, mas penso que deveríamos seguir uma espécie de evolução, e isso não se verifica. Há séculos que o ser humano brinca aos deuses e a forma que encontrou de mais facilmente subjugar o outro, foi criando a moeda como meio de troca. Um punhado de peso no bolso passou a ter mais importância que um pão ou um cacho de uvas.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O mar me embala

O mar me embala Embala o meu ser Ó tu que brilhas Lá no alto apareces Surges com o sol ainda Embala o meu ser Contigo me esvazio De tudo o que não sou De me consumir deixo Para ser mais eu O mar me embala Embala o meu ser.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Desafios

Quando criei este blogue, a minha intenção era escrever e fotografar sobre o que os meus olhos e o meu coração, agora com trinta e alguns anos, viam e sentiam. Não sou muito assídua nas actividades a que me proponho. São mais mais os projectos que começo do que aqueles que acabo. Estou continuamente num PhD, project half done. Mas não estamos todos? Esta semana decidi aceitar um desafio de uma amiga, participar nos 300 dias de gratidão iniciado por Flávia Melissa. #FláviaMelissa Aceitei o desafio precisamente num dia em que acordei sem vontade, desanimada, questionando uma vez mais os porquês insondáveis. Eu acredito nos sinais, não tenho dúvidas de que sou muitas vezes chamada à atenção através de sinais exteriores, e interpretei esse cruzar na rua com a minha amiga e o desafio proposto como um sinal. Um sinal para não abandonar o que é essencial, um sinal para viver a alegria e espontaneidade dos doces dias primaveris, um sinal para deixar para trás todos os desejos e vontades e sonhos e loucuras. Decidi manifestar em 300 dias a minha gratidão através de desenhos. Quando era miúda e adolescente costumava desenhar com bastante regularidade. Depois, a vida adulta que consome tempo sem parar afastou-me (ou eu deixei-me afastar) dos meus hobbies. Irei publicar aqui os meus desenhos diários.

sábado, 2 de maio de 2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Por vezes

Por vezes dou por mim a pensar nas casas que acordam vazias. Casas silenciosas de histórias. O que acontece nestas casas a cada novo sol? Dou por mim a percorrer esses corredores como uma leve brisa que escapa de uma janela envelhecida. Corredores que gemem almas inaudíveis... Por vezes dou por mim a sentir-me uma dessas casas, silenciosas de risos, com gavetas recheadas de camisas que não voltarão a ser vestidas. Dou por mim, às vezes.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

sexta-feira, 6 de março de 2015

Daisies

My beautiful
My heart
Winter daisies
Spring in my smile

segunda-feira, 2 de março de 2015

Blossom feelings

Somewhere else

We only miss someone when that person goes far away. Sometimes we miss someone because we think that, one day, we might need her/his  help.
But what I am felling right now is an enormous desire to see another landscape, photograph another kind of smile, wake up somewhere else.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Just for today...

Just for today I trust and I am grateful.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

The day I kissed Jennifer

Tonight I dreamt that I was having a huge party in my big and modern house in the countryside. (It's not the first time I dream with this house.)
There were lots of people, I knew all and we were happy around an enormous table full of food and drinks. We were talking and dancing and laughing. At one moment I went into the kitchen and I was talking about something with someone else, when Jennifer Aniston came by. We were happy to see each other. Suddenly, and I don't know why, we gave a sweet and child kisses on the mouth. There was a strong sexual tension around the party. We looked to each other and smiled, as it was the first time we were kissing a girl. I asked if she had ever kissed a girl properly and as we started kissing passionately... my alarm started ringing furiously!
And it was my first time... I still don't know if I would like to repeat it (at least with Jennifer) . ;)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sparkling

The sun, the sky, the stars, the wind, the sea, the sings, the songs and the bees. The butterflies, the mushrooms, the trees and the rain. The miouw of the cats, the wofwof of the dogs and the sand and the sunlight. It all sparkling in me. I am all and all is me. There's no time and space, just the breathing of the present moment now, everywhere every time.

The journey

Only Nature makes sense. The peace and the quiet are essential to whom wants to restore themself.
The life in a big city blows away any kind of theory about the meaning of life.
We live like lost hunts, working not for the winter or the wellness of the group and earth, but working to keep us alive one more day surrounding by the toxic and the consume, the nonsense that only humans can provide.
That's my goal for the journey of today, what I want to achieve in everyday meditation, the pursuit of harmony and joy, well balanced with the great nature that give us life and where we've always belong.

Sunset by the lake