terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

http://www.youtube.com/watch?v=cL4KpuQ3dck
 Está mais do que decidido!
Fica aqui escrito, e sei que quase ninguém lê o que publico, o dá um certo secretismo à coisa...
 Está mais do que decidido!
Até ao final do presente ano de 2014 vou-me fazer à estrada! Com mochila às costas, de trolley, com cães à trela, de saltos altos ou sandálias de corda... tanto faz!!!! Vão deixar de me ver na rotina diária, vou pedalar por outros asfaltos!

As pessoas são parcas de higiene íntema

As pessoas aborrecem-me demasiado. São na sua maioria mesquinhas, pequeninas, arrogantes, ignorantes, mal amadas, estúpidas, cheiram mal, não lavam os dentes, são parcas de higiene íntima, inúteis, desprezíveis.
Não concordo quando se afirma que o ser humano é na sua essência bom, que tem sempre um lado bondoso para com os outros e para com o mundo. Eu discordo redondamente! O seu fundo é mau, cínico e acrítico. Um boi almiscarado faz mais uso dos seus neurónios que um idiota que se alimenta de vida alheia e respira por escape
Não tenho qualquer intenção de mudar o mundo, não pretendo iluminar mentes, nem ser exemplo a seguir. Jamais lutarei pelo Homem! Com sorte, lutarei contra o Homem pela Natureza. Mas não tenho espírito competitivo nem de lutador.
Pode parecer um lugar comum, mas prefiro estar só que mal acompanhada. E entenda-se por mal acompanhada, estar rodeada de gente ignóbil, de mente disforme e mal intencionada.

sábado, 15 de fevereiro de 2014


A placidez dos dias de sol, das janelas cor de laranja por aqueles raios que aquecem a alma.
A respiração da paz. A vida para ser. 
Os pés descalços e a imaginação a voar
A vida para ser.
Sem o sufoco da passagem dos dias. Sem o sentimento de que se está sempre para ser.
Ser simplesmente.
O silêncio da aragem doce que abraça os alegres de espirito.
Sinto em mim a multiplicidade do ser.
Outras existências tive. De igual modo semelhantes a esta pelo sentimento. Provavelmente nunca deixarei de ser eu.
O sol, o verde, a planície e o mar sempre me acompanharam. Canticos e hinos embalam o meu olhar.
Uma multidão tive que governar no isolamento.
Data: 3 de Maio de 2010

  A vontade de estar em silêncio impera.
  O círculo fecha-se sobre mim própria.
  Sinto-me idiota quando sou simpática e as palavras amigáveis traiem a fúria em espiral que domino.

  O que faz sentido?
  O vento nos cabelos. O sabor do sal na boca. Fechar os olhos e sentir o sal intenso. Ter um arrepio de frio. Sonhar com o saltitar de um melro.

 O que custa? 
  Respirar de mais. Sufocar na imensidão daquilo que tenho para ser. A incapacidade de me concretizar por ser mais.
  Sentir a inutilidade do esforço. E o saber da possibilidade de quebrar.
  O Exílio.

 Uma constante: o não saber o que falar em comunidade. Tenho a sensação que caso tivesse que almoçar, estar um período de tempo obrigatoriamente com alguém, esse período corresponderia àqueles chamados silêncios de morte. Porque há tantas vezes nada para dizer e tanto para ser dito. 
  
  O círculo fecha-se. Eu sou o círculo.
  Não há pares.
  Não ha comunhão.
  Apenas espaço para mim.