sexta-feira, 21 de outubro de 2016

"... cessou um respiro, calou um grito."

O ser humano é capaz de actos hediondos. 
Tem uma sede violentíssima de poder e de se sentir superior.
E um gosto nojento em sujeitar o outro às suas vontades, humilhá-lo e usá-lo com um trapo sujo.
E quando estas atitudes inexplicáveis se referem ao feminino (ou a crianças ou idosos, aos seres que estão mais frágeis e vulneráveis) a revolta é maior.
Evoluímos em tantas áreas, mas no aspecto humano, de como devemos tratar as mulheres, o outro, o respeito, a compreensão que devemos ter... no aspecto humano, afastamo-nos tanto do nosso percurso evolutivo e espiritual. Aproximamo-nos não dos animais, mas de algo monstruoso.

"E a nossa morte, que é corriqueira, vazia e vulgar, vira pano de devaneio sexual do mundo masculino. Quando meu colega dizia “Hoje eu vou empalar”, ou quando o Biel disse “Eu te quebro no meio”, é tudo isso: é a morte diária, que nos mata intimamente na dignidade quando ouvimos frases desse tipo. E que, no caso de Lucía Pérez, assassinou uma vida em progresso, cessou um respiro, calou um grito." (http://www.siteladom.com.br/)