O que sou eu no outro lado do espelho?
Quem sabe?
Às vezes sou uma ave solitária, que sobrevoa os mares tendo em vista só o horizonte azul. Outras vezes sou um brinco esquecido numa caixa antiga. Por vezes com os pés mergulhados nas areias quentes, outras com lábios ousados, outras um corpo quente de paixão. Às vezes estou lá em cima e vejo tudo do alto, e o sol sacia todas as minhas vontades. Outras sou um par de ténis velhos e gastos desejosos de percorrer novos carris.
O que sou eu no outro lado do espelho? Uma brisa em temporal.
