Da passagem do tempo nada sei. São algumas das fotografias que retenho no baú da memória que me dão a sensação de ter vivido. Para onde vão esses instantâneos, não o sei também. São recordações de momentos pontuais, devem provavelmente estar guardados energeticamente numa base de dados universal, algures, viajando dimensionalmente entre a matéria cósmica.
Li num livro sobre astrologia que no final somos poeira das estrelas. Penso que o sejamos sempre, e não apenas quando explodimos e abandonamos esta forma terrestre. Talvez estejamos em modo incandescente, uma espécie de fase de sol, o momento épico para brilharmos até à derradeira explosão que nos tornarmos unos com o Todo. Que fantástico! E quanto desperdício de matéria e energia criamos nós, pequenas estrelas perdidas numa rotineira órbita, muitas vezes movimentando-nos apenas enquanto satélite de nós mesmos ou de uma estrela ainda menor que nós. Que desperdício!
Da passagem do tempo nada sei. São algumas das fotografias que retenho no baú da memória que me dão a sensação de ter vivido.
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Quatro meses para uma nova década
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