O tempo e o espaço. Dois conceitos tão difíceis de encaixar e que vivo tão intensamente.
O passar do tempo na pele, o respirar memórias, tudo ao mesmo tempo em mim.
Se pensar que tudo acontece ao mesmo tempo, em simultâneo, haverá intemporalidade em mim? Como sobreviver então ao envelhecimento? Não apenas ao meu, mas ao daqueles que me rodeiam.
O meu corpo é matéria orgânica que irá alimentar a Terra, e os meus pensamentos? Os sentimentos que habitam o meu coração e a minha alma para onde irão? Fazem parte do quê, se tudo pode existir sempre e o aqui e agora podem ser intemporais?
Que roda viva é esta, que a cada minuto tem menos para ser e mais para se realizar? Disseram-me que há coisas que não são para serem vividas, esta inquietude que me assola não é para ser resolvida, mas para ser aventura e o eterno gosto pelo desconhecido.
Penso que não temo o que está para lá do véu.