quarta-feira, 29 de abril de 2015

Por vezes

Por vezes dou por mim a pensar nas casas que acordam vazias. Casas silenciosas de histórias. O que acontece nestas casas a cada novo sol? Dou por mim a percorrer esses corredores como uma leve brisa que escapa de uma janela envelhecida. Corredores que gemem almas inaudíveis... Por vezes dou por mim a sentir-me uma dessas casas, silenciosas de risos, com gavetas recheadas de camisas que não voltarão a ser vestidas. Dou por mim, às vezes.