Por vezes dou por mim a pensar nas casas que acordam vazias. Casas silenciosas de histórias. O que acontece nestas casas a cada novo sol?
Dou por mim a percorrer esses corredores como uma leve brisa que escapa de uma janela envelhecida. Corredores que gemem almas inaudíveis...
Por vezes dou por mim a sentir-me uma dessas casas, silenciosas de risos, com gavetas recheadas de camisas que não voltarão a ser vestidas.
Dou por mim, às vezes.