Nem sempre o nosso interior aceita da melhor maneira as mudanças que a vida nos oferece. Quando digo interior, falo disso mesmo, das nossas entranhas que se viram e reviram perante a alteração da rotina.
Não quero ter medo e quero aceitar e acreditar que tudo acontece para o bem maior de todos nós.
Começo a sentir o desfasamento do tempo nas olheiras que desde sempre teimaram em caracterizar-me o olhar tresloucado (como uma vez uma senhora afirmou no ginásio ao observar-me no espelho).
O cenário muda. As personagens são quase as mesmas.
Muda o acto. Muda a cena.
Os risos de outrora serão substituídos por novas corridas e novas brincadeiras.
Tudo se transforma. É nesta transformação em que eu me quero apoiar. Nada se perde.